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Eurovision: o que foi, o que é e o que
será.
Acabamos de celebrar a 54ª edição de um dos maiores (senão o
maior) concurso musical do planeta. O festival europeu da
canção, popularmente conhecido como Eurovision, acabou de
acontecer em Moscou. Mas antes de contar o que aconteceu na
Rússia, precisamos contar a história deste concurso.
Sua
primeira edição aconteceu em 1956, nos tempos da tv
preto-e-branco. A formula é muito simples: reunir diversos
países da comunidade européia, cada um trazendo seus
artistas e sua música. Cada país se apresenta e no final,
após uma sessão de votações, escolhe-se a melhor música do
ano. Embora tenha atravessado diversas controvérsias nestes
anos todos, chegou até os nossos tempos sem ter falhado uma
edição sequer. Pode até não ser conhecido por aqui, mas não
se pode negar que é um sucesso.
Sucesso... esta palavra tão perseguida pelos artistas que lá
se apresentam é um dos grandes intentos dos eurofãs
brasileiros, isto é, tornar o festival um sucesso por aqui.
E isto se mostra mais possível agora com as reformulações
sofridas nesta década que se finda. Dos 7 países que
iniciaram esta ideia, hoje nós temos nada mais que 42
participantes nesta última edição, sendo que já passaram
mais de 50 no total. E com o passar dos tempos, os estilos
musicais foram se aperfeiçoando. Hoje nós temos uma cena
músical pop dominante, no concurso, e isto permite todo o
tipo de intercâmbios possíveis. Temos todos os tipos
musicais presentes no concurso, desde as baladas balcânicas,
lindas e melancólicas, aos “turbofolks”, isto é, músicas pop
com toques regionais no recheio. Pode soar estranho, mas é
praticamente impossível não rebolar nas músicas da Turquia,
não lembrar de Zorba, o grego, nas musicas gregas (mas que
nada ficam devendo aos pops normais), não chorar quando a
Sérvia canta suas baladas...
Esta
edição ocorreu em Moscou, devido a vitória do cantor Dima
Bilan, que representava a Rússia, no ano anterior. É sempre
assim, quem ganha num ano sedia no outro. E este é mais um
intercâmbio que ganhamos, pois cada ano conhecemos um país
diferente... Cantores diferentes, músicas diferentes,
idiomas diferentes (e até inexistentes). Mostra-se, com
isto, que a beleza da música não está restrita a um idioma
ou a uma cultura, ela esta espalhada e todos podem
usufruí-la. Ela está ai para nosso deleite.
E, o
que nos reserva o futuro? Bem, o concurso continua, ano que
vem em Oslo, na Noruega. Um rapazinho de 23 anos, chamado
Alexander Ribak, cantou sua canção “Fairytale” e levou o
caneco para casa (ou melhor, um microfone de cristal
lindíssimo). Mas e por aqui? Continuaremos a sofrer com os
horários da televisão espanhola, tendo que pagar uma
televisão a cabo, para nos divertirmos? Ou tendo que
depender das webcasts para assistir? Temos que lutar para
derrubar alguns preconceitos que existem por aqui para
podermos popularizar as músicas, não só as que participam do
concurso, mas destes artistas maravilhosos que estão ai para
nosso deleite, mas que não pode ser explorados por nós.
Comece por você, que esta lendo este artigo. Abra a página
do youtube e digite “Eurovision”. Não desista se o primeiro
vídeo lhe agradar, procure outro, principalmente os dos anos
2000. Depois pegue o nome do artista e procure os vídeos
dele e siga adiante. Depois entre no site
www.janelaesc.blogspot.com
e descubra a data do próximo festival e das finais
nacionais. Torne-se um eurofã. Você vai se incluir numa
comunidade que tem crescido nos últimos tempos. É divertido,
você verá.
Duda Saturno.
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